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A escolha deste capítulo foi resultado de uma discussão com a docente sobre as diferentes temáticas possíveis a abordar.

O foco principal do capítulo é a exploração infantil e todo o esquema que está por detrás, bem como os resultados nefastos que a mesma pode provocar.

Ao longo de uma leitura cuidada, surge um sentimento de revolta derivada de uma noção perturbadora do descrédito dado a uma questão que abrange uma população numerosa por todo o mundo!

Mercantilizando as crianças: a crise esquecida

Currículo e Tecnologia Educativa - Capítulo 3

A escolha deste capítulo foi resultado de uma discussão com a docente sobre as diferentes temáticas possíveis a abordar.

O foco principal do capítulo é a exploração infantil e todo o esquema que está por detrás, bem como os resultados nefastos que a mesma pode provocar.

Ao longo de uma leitura cuidada, surge um sentimento de revolta derivada de uma noção perturbadora do descrédito dado a uma questão que abrange uma população numerosa por todo o mundo!

É possível constatar que toda esta exploração é efetuada mesmo debaixo dos nossos narizes, mas muito bem delineada de modo a obter os melhores resultados. Antes, o segredo era a alma do negócio, hoje o segredo são mesmo as crianças. Elas são o principal alvo, são o isco de toda esta publicidade.

Nos dias de hoje, as crianças têm uma grande influência nas compras dos adultos pois, como podemos observar através do estudo,  em 2002 as crianças e adolescentes consumiram (direta ou indiretamente) cerca de 200 mil milhões de dólares, já em 2008 este valor aumentou para 680 mil milhões de dólares. Logo, através destes dados, podemos constatar que esta exploração começa a partir dos 4 meses de idade, com recurso a artigos publicitários, como por exemplo “Baby Gourmet”, publicidade animada que tenta estimular os hemisférios dos bebés. Está também comprovado que as crianças chegam à escola conhecendo já cerca de 200 logótipos e que antes da entrada na escola a criança já passa cerca de 2 horas em frente a uma televisão.

Isto mostra que vivemos numa sociedade egoísta, que só pensa no dia de hoje, que usa crianças para mercantilização, que “rouba” muita da sua parte de infância o que está a ficar cada vez mais preocupante não sabendo onde tudo isto irá parar, pondo até mesmo em causa os nossos próprios valores.

Apresentação

Transgressão e o corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual

Pensar Queer: Sexualidade, cultura e educação - Capítulo 4

Depois da análise do capítulo do capitulo 3 do livro currículo e tecnologia educativa, tivemos algumas dificuldades em escolher em qual se iria incidir a nossa próxima reflexão critica, pois nada estava do nosso agrado.

Após a consulta do outro livro, Pensar queer, conseguimos escolher um capitulo que nos cativou, pois fala-nos de uma história verídica, contada na primeira pessoa por um professor, sendo este o capítulo 4, de Eric Roffes, com o tema “Transgressão e o corpo localizado: género, sexo e o professor homossexual”. O grupo decidiu também trabalhar neste tema por ser atual, onde nos fala da cultura, sexualidade, mas o mais importante é o respeito e educação.

Como já referi esta é uma história verídica onde existe um professor homossexual assumido que começou por dar aulas em jardins de infância e no momento em que o livro foi escrito o professor já lecionava aulas numa universidade. O grande desafio do professor passa pela luta e a liberdade dos homossexuais que é argumentado por QUEER, que como nos diz o livro, este termo “têm como objetivo não apenas a tolerância e a igualdade de estatudo, mas desafiar” que é isso que o autor faz no dia-a-dia. Argumenta ainda o livro que queer não é só contra a homossexualidade mas também “…lutam, contra a heteronormatividade, a homofobia e os crimes raciais.”

O professor relatava vários episódios ao longo deste capitulo, onde demonstra o quão difícil é ser professor homossexual, e ainda assume que para muitos outros profissionais a dificuldade de se assumirem perante os alunos, pois são sujeitos a várias pressões, agressões físicas mas maioritariamente verbais, não só pelos alunos mas também pelos encarregados de educação e a comunidade, o que tem como consequência muitas das vezes a perda do emprego. Por estes mesmos motivos vemos algumas das muitas dificuldades, o autor revela mesmo que teve de adotar uma outra postura na sala de aula, passando por mostrar a sua masculinidade, sendo que cada gesto que o professor efetue deve ser pensado antes mesmo de o realizar, ou seja, que um simples cruzar de perna não seja entendido de outra forma. O autor assume como uma enorme importância a sua primeira aula, o seu primeiro contacto com os alunos, e logo a partir desse momento estabelece e impõe todas as regras, bem como a definição de limites, o respeito mutuo e por último definindo a sua aula como uma pedagogia crítica, mais liberal na qual não se coloca de parte qualquer tema.

Como conclusão podemos observar que existe uma enorme dificuldade em ser um pedagogo homossexual, o medo e o receio estão sempre presentes, o cuidado e a maneira como são apresentados os temas tem de ser de forma muito cautelosa logo, estes professores tem o dobro do trabalho na parte de preparação da aula dessa forma, não devemos julgar as pessoas nem pela sua aparência nem pela opções sexuais, somos seres humanos e temos o direito e o dever de respeitar e saber respeitar e mais importante saber viver em comunidade.

Nutrindo imagens, paredes sussurrantes: intersecções de identidades e ampliação de poderes no local de trabalho académico

Pensar Queer: Sexualidade, cultura e educação - Capítulo 7

Quanto ao sétimo capitulo, fala-nos do gabinete do professor descendente africano, mais propriamente imagens que estão presentes com certo valor e significado para o mesmo.

O capítulo descreve então as imagens que fazem parte da decoração do professor, que tem um significado muito diferente não servindo apenas de decoração, não sendo apenas simples quadros simbolizando para o docente o tipo de pensamento e assumindo também a sua homossexualidade. O objetivo destas imagens estarem no próprio gabinete passa por mostrar a toda a comunidade, não só funcionários e alunos como também para outros professores. Estas imagens levam a uma interpretação de todos os visitantes no qual os faz refletir sobre todo o preconceito.

Passando às imagens, uma delas reflete duas crianças africanas abraçadas ombro com ombro, que mostra desde logo toda a simplicidade e inocência no pensamento da criança, esta na julga e gosta sobretudo de carinho. A outra imagem é uma lésbica participante ativa na cultura homossexual, mostrando toda a sua liberdade de pensamento e mostrando a igualdade para todos os seres humanos e por último temos uma imagem de eu ativista dos direitos homossexuais.

Estas imagens mostram que a educação influenciará os comportamentos futuros, e o autor refere ainda que estas imagens transmitem sorrisos inocentes em todos os que lá passam e não só nas crianças. Tem ainda como objetivo clarificar que não devíamos ter medo de assumir aquilo que somos na realidade, e ele era o verdadeiro exemplo que mostra sem receio tudo aquilo que sente, pois a sociedade mais tarde ou mais cedo vai aceitar cada pessoa independentemente das suas orientações sexuais ou sua raça.

O professor expõe estas fotos agora sem medo de ser julgado pois no fundo as imagens mostram que ele conseguiu vencer e que apesar de todos estes “defeitos” para a sociedade não se escondeu e encarou de frente a sociedade conseguindo ganhar essencialmente o respeito deixando o preconceito de lado.

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